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Veja aqui algumas notícias do Agronegócio dessa semana e saiba como elas podem interferir no seu negócio.

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Chineses desenvolvem pesticida que baixa contaminação

Excesso de agroquímicos é um dos maiores desafios da agricultura chinesa

Os produtores chineses desenvolveram um novo pesticida com nanotecnologia que pode aumentar a eficiência e diminuir a poluição no solo. Uma equipe liderada por Wu Zhengyan, do Instituto Hefei de Ciência Física da Academia Chinesa de Ciências, usou amido solúvel como modelo e microesferas de carbonato de cálcio poroso como transportadoras para fazer uma liberação nano-controlada de pesticida.

O produto pode controlar a migração do pesticida para moléculas no ambiente, reduzindo a assim a perda do agroquímico e mitigando os danos ao meio ambiente. Os resultados foram recentemente divulgados em publicação feita na revista acadêmica da Sociedade Química Americana.

Wu disse que indústria agrícola da China depende muito uso do uso dos pesticidas. Estima-se que o país use aproximadamente um milhão de toneladas de defensivos agrícolas por ano. No entanto, de acordo com ele, somente 30% dos agroquímicos possuem um real efeito nos cultivos, sendo que o resto é simplesmente “lavado”.

A agricultura convencional, portanto, requer várias sessões de pulverização. Segundo o pesquisador, isso não apenas aumenta o custo, mas também causa sérios problemas de contaminação e deixa resíduos excessivos de pesticidas no solo e na água.

Wu ainda afirmou que a liberação dessa tecnologia de pesticida ocorre de forma “amigável ao meio ambiente e eficiente em custo”, fornecendo uma boa solução para os gargalos na indústria agrícola do gigante asiático. A preocupação é tão grande, que os casos de intoxicação em função de agroquímicos na alimentação na China chegam a centenas, mesmo como muitos registros de óbitos por este problema, de acordo com fontes da indústria agrícola local, que tenta se adaptar à demanda do consumidor.

Fonte: Site Agrolink

Divisão Agrícola da DowDuPont vai se chamar Corteva Agriscience

A DowDuPont anunciou em nota que sua Divisão Agrícola vai se chamar Corteva Agriscience após a conclusão da separação dos negócios da empresa em três companhias independentes. O fim deste processo está previsto para 1º de junho de 2019. Conforme a companhia, o termo “corteva” deriva das palavras coração e natureza.

A Corteva Agriscience reunirá a DuPont Proteção de Cultivos, DuPont Pioneer e a Dow AgroSciences em uma empresa de agricultura autônoma com atuação mercados de sementes, proteção de cultivos e agricultura digital. A companhia terá sede em Wilmington, no Estado de Delaware, nos Estados Unidos, segundo o comunicado.

“Vamos continuar investindo em algumas marcas e também trazer novos produtos ao mercado por meio de nosso sólido pipeline de ação química e tecnologias”, disse o diretor de Operações da Divisão Agrícola da DowDuPont, James Collins, na nota. A DowDuPont apoiará a nova marca com uma série de ações até a conclusão do processo de separação da divisão agrícola.

Fonte: Site Dinheiro Rural

Para abastecer Greenplac, Grupo Asperbras foca na produção de energia limpa

O Grupo Asperbras colocou em funcionamento, em fevereiro, uma usina termelétrica de biomassa em Guarapuava (PR), que produz 10 MW/mês a partir da queima de sobras de pinus e eucaliptos. Em comunicado, a partir da geração por biomassa a empresa irá iniciar a unidade de negócios de energia que será utilizada em suas próprias instalações industriais e terá o excedente comercializado.

No caso da Asperbras, a energia gerada no Paraná abastecerá indiretamente o suprimento da Greenplacsubsidiária do grupo que produz placas de MDF, em Água Clara, no Mato Grosso do Sul. Segundo o grupo, a eletricidade gerada em Guarapuava será comercializada, gerando recursos que serão usados para comprar energia no mercado local. A fábrica da Greenplac será inaugurada nos próximos meses, mas a Usina de Biomassa de Guarapuava já está em funcionamento

“Os resíduos da madeira que abastecem a usina são os tipos dos rejeitos da matéria prima que será utilizada na fábrica da Greenplac. A geração em Guarapuava tem capacidade igual à estimativa de necessidade de energia que teremos para produzir MDF”, confirma presidente da Asperbras, José Mauricio Caldeira.

Ele ressalta que a nova usina de biomassa tem importância ambiental. “Quando surgiu a oportunidade de aquisição em Guarapuava, consideramos a viabilidade do projeto e seu impacto socioambiental de gerar energia limpa. Além ajudar o meio ambiente, torna-se complementar ao nosso consumo de energia em Água Clara”, afirma.

O total de energia gerada será suficiente para abastecer a fábrica e ainda terá excedente para venda ao mercado. A Greenplac vai gerar 700 empregos diretos e indiretos na região de Água Clara, que tem cerca de 15 mil habitantes.

O grupo estuda, por meio da Asperbras Energia, utilizar outros investimentos na área florestal, no Mato Grosso do Sul, para a produção de energia por biomassa. A partir dessa geração, a ideia é de instalar novas indústrias. Além disso, a empresa possui indústrias de tubos de conexão, que atualmente compram energia do mercado e que poderiam também funcionar a partir da biomassa.

Energia limpa da Greenplac

A produção de eletricidade por biomassa ocorre a partir da queima de materiais orgânicos, principalmente bagaço de cana, casca de arroz, cavaco de madeira e caroço de açaí. Especialistas a consideram sustentável, pois não causa danos ambientais. Sua combustão devolve à natureza apenas o carbono que a planta utilizou para crescer. Atualmente, termelétricas por biomassa representam 9% de toda geração elétrica do Brasil. A energia da biomassa deverá responder por 11% da matriz mundial em 2020, segundo estimativa da Agência Internacional de Energia.

Além disso, o Brasil possui grande potencial de crescimento para a energia por biomassa. O relatório Energy Outlook, da Agência Bloomberg, estima que o setor deverá receber investimentos de US$ 26 bilhões até 2040. Outras fontes alternativas de energia, como solar e eólica também tendem a crescer nos próximos anos, influenciada pela tendência de que grandes empresas, que geram a própria energia, troquem os combustíveis fósseis por fontes alternativas, de baixo impacto ambiental

Fonte: Site Emobile

China compra terras no exterior em ritmo voraz

A população numerosa, a escassez de terras cultiváveis e a mudança da dieta provocada pelo desenvolvimento econômico levaram a China a intensificar a compra de terras agrícolas no exterior. A China concentra um quinto da população mundial, mas apenas 10% das terras cultiváveis disponíveis no mundo.

A poluição endêmica, o excesso de fertilizantes químicos, a urbanização e a mudança climática tendem a diminuir ainda mais a superfície agrícola e sua produtividade.

Já o desenvolvimento do poder aquisitivo estimula o consumo de carne, uma mudança de dieta que força o aumento das importações de soja e de milho para alimentar o gado.

Ao mesmo tempo, os escândalos sanitários que afetaram recentemente a indústria alimentícia chinesa (arroz contaminado com cádmio e leite com melamina, por exemplo) reforçaram o interesse por alimentos importados.

Todos esses fatores levaram a um impressionante aumento dos investimentos agrícolas da China no exterior. Desde 2010, já são 94 bilhões de dólares investidos, segundo os “think tanks” americanos conservadores Heritage Foundation e American Enterprise Institute (AEI).

Estão na mira da China vários países da América Latina, do Sudeste Asiático e da África, segundo a Land Matriz, uma base de dados independente de um grupo de pesquisadores.

Brasil, Argentina, Chile, Moçambique, Nigéria, Zimbábue, Camboja e Laos, entre outros países, registram a chegada de investimentos chineses, estatais ou privados, em fazendas de cereais, soja, cultivo de frutas, ou criação de gado.

Desde 2012, pesquisadores calcularam projetos chineses no total de 9 milhões de hectares nos países em desenvolvimento.

Mal-estar local

Associado com um grupo de mineração, em 2016, o grupo imobiliário Shangai CRED comprou, na Austrália, a maior fazenda do mundo, S. Kidman & Co, dona de 185.000 cabeças de gado e de 2,5% das terras agrícolas do país.

Em 2012, o grupo chinês Shandong Ruyi tinha comprado a maior plantação de algodão da Austrália.

As gigantes agroalimentares Bright Food, Yili e Pengxin compraram dezenas de fábricas de leite na Nova Zelândia, provocando mal-estar entre os agricultores locais.

Nos Estados Unidos, o chinês Shuanghui comprou a fabricante de salsichas Smithfield Foods, um passo para poder acessar terras de gado americanas.

Na França, os bilionários chineses multiplicaram as compras de vinhedos e, recentemente, autoridades descobriram que os investidores da China tinham adquirido 1.700 hectares de terras de cereais no centro do país através de uma manobra jurídica que permitiu evitar o controle do governo.

O conglomerado chinês Reward Group confirmou à AFP em fevereiro que havia comprado “cerca de 3 mil hectares” de terras na França para cultivar trigo orgânico. Este mesmo conglomerado vai instalar uma cadeia de padarias na França.

Esta intensificação dos investimentos chineses na agricultura francesa, que ocorre em meio ao descontentamento dos agricultores, provocou uma reação do presidente francês. Na quinta-feira, Emmanuel Macron anunciou uma nova regulamentação para a compra de terras agrícolas por parte de estrangeiros.

Fonte: Site Isto É